Anjo Inútil

Flowers - 18Abr2018 16:59:00



Isto dava um grande genérico aqui para o Inútil. E precede um (sonhado) programa de rádio.

Fonte: http://anjoinutil.blogspot.com/2018/04/flowers.html

Tereis a companhia da minha noite - 17Abr2018 12:01:00


Vós, luminosos e tal, não sei bem como lá terei chegado, acho que fazia parte de uma das minhas listas mentais, o Vollmann, o coiso, o Gaddis e tal, e ainda recentemente tinha lido qualquer coisa no blá blá blá sobre calhamaços, coisas grossas, e depois palpita-me que o Cão andou por aí a cheirar, sem dúvida que sim, não tem nada que saber. Entretanto, fez-se luz na sexta-feira passada, William T. Vollmann, escritor omnívoro (seja lá o que isso for), grande destaque no ípsilon, regurgitei logo parte da lista, passei do computador ao jornal de papel, e daí a Vós, luminosos e tal, foi um passo. Fiquei à porta do "Central Europa" (não sabe, mas já vem a caminho), cuja tradução dá o mote ao destaque do jornal. Já agora, ambas as traduções, "Vós, Luminosos e elevados anjos" e "Central Europa" são responsabilidade de Manuel João Neto, com a chancela da 7Nós. 

"Lá porque encontraram o crânio de Martin Bormann isso não significa que ele esteja morto, ó meu mais amado (....)". Assim começa o Vós luminosos e tal. O que não significa nada. 


Fonte: http://anjoinutil.blogspot.com/2018/04/tereis-companhia-da-minha-noite.html

Terra de ninguém - 13Abr2018 15:11:00


(detalhe de "Sonho de uma tarde dominical
na Alameda Central" - mural de Diego Rivera)

Sobre cidades moribundas, homogeneização e gentrificação dos centros históricos, sua museificação a olhos vistos; sobre a parque tematização dos espaços históricos, enjaulados num cenário que os recria em segunda mão, já muito disse e escrevi, disso tentei (ingenuamente) fazer vida, ou quase, não fosse a graça da má sorte, desvarios vários, algumas caminhadas, e ainda por lá andaria. Livros, alguns com décadas, anunciam a boa nova, por exemplo: ?Simulacros e Simulação? de Baudrillard, ou ?O Direito à Cidade? de Lefebvre, que hoje António Guerreiro também refere num artigo publicado no ÍPSILON (jornal Público), denominado "A morte da cidade". Artigos, estudos, papeladas, a rodos. A Academia debruça-se sobre o assunto entre dois coffee breaks.

Sobre a (digamos assim) temática, aqui deixo dois textos (mansinhos) do Público de hoje. O já citado:

Agora vou ali dar para outro peditório.



Fonte: http://anjoinutil.blogspot.com/2018/04/terra-de-ninguem.html

E a nossa lição-abjecção a quem aproveitará? - 13Abr2018 11:13:00


Descubro que o êxito e o fracasso são uma e a mesma cadeia e em tudo. O êxito para cima, o fracasso para baixo, e quando digo baixo: sujidões, dívidas, vergonhas, podridão, loucura. Mas o que torna tudo igual é que ambas as cadeias se encontram, nada a fazer, meus caros, daqui a cem anos ninguém se lembra. 


Fonte: http://anjoinutil.blogspot.com/2018/04/e-nossa-licao-abjeccao-quem-aproveitara.html




Quem nos protege desta gente? - 22Mar2018 14:07:00



(daqui)

Não fosse a falta de tempo (e sobretudo de paciência) ter-me-ia deleitado em risota escarnida. Esta soberba de delimitar as nossas vidas demagogicamente encapotada de preocupação com a saúde, daria pano para mangas do nosso pensamento. Não valerá muito a pena. Não tarda chega cá no paquete. Quem nos protege desta gente? 



Fonte: http://anjoinutil.blogspot.com/2018/03/e-quem-nos-protege-desta-gente.html

Leituras - 21Mar2018 19:35:00

andava a (tentar) ler isto (depois explico se me der para aí):

desaguei (mais seriamente?) aqui:

... andando por acoli a (re)cheirar o libertino (após as entrevistas, ficando em falta a biografia):


 sempre a reboque de novas demandas, sem destino, absolutamente diletante, para não dizer outra coisa....


Fonte: http://anjoinutil.blogspot.com/2018/03/leituras.html

Perder teorias* - 20Mar2018 12:57:00


(The Velvet Urderground & Nico, 1966)

Se, por exemplo, ?There she goes again? é um produto (vamos assim chamar-lhe) do seu tempo e de uma geografia musical que viajava entre as ilhas britânicas, cruzando o Atlântico (não necessariamente por esta ordem), até respirar melhor junto ao Pacífico numa cavalgada de novos pioneiros; ?Venus in furs?, por outro lado, sempre me pareceu sem prazo de validade, projectando-se no tempo e no espaço, sem necessidade de bater à porta dos herdeiros ou da memória. É claro que, se calhar, ?Sunday Morning? (embora aqui também se consiga ? muitos anos depois é sempre mais fácil ? proceder a uma localização temporal ) ou ?Heroin? também sejam bons exemplos da projecção e influência da música dos Velvet Underground nas décadas e gerações seguintes, mas (e) também por isso mesmo, mais palpáveis, imediatas e (agora fala o meu ouvido), mais cansadas de tanto batidas. Não falo sequer (de propósito) das cantadas pela Nico, pois logo sobrevoam imagens de pistas de dança em Viana, Braga, Barcelos, com bolinhas de cores projectadas no dancing nocturno ou na matinée de todos nós. São lindas e é tudo. É claro que, se quisermos, ?The Black Angel?s death song? e (sobretudo) ?European Song?, são o anúncio (não confundir com prenúncio) da nova era (uf, o que ainda tivemos que esperar) do noise e da distorção, Spaceman 3, para não me espetar agora com os (intelectuais) Sonic  Youth, vieram para nos salvar, e o silêncio nunca mais foi igual. Quer dizer, as juventudes sónicas, as paisagens da distorção dos oitentas, noventas e por aí fora, lá se foram lambuzar, é certo, mas nestes temas (o sr. Cale está bem presente em ambos), temos o docinho da estranheza, da libertação, tudo muito lá para o fim, como se fosse a travessura radical para os meninos se divertirem. Em ?Venus in furs?, de acordo com o meu ouvido e experiência psicomotora musical, já lá está tudo, deixando ainda espaço para uma quantidade enorme de coisas que, não estando, acabarão (com o tempo)  por estar, porque anunciam, projectam, desbravam tanto caminho que depois a catana fica em suspenso, danada, pelo pouco trabalho que tem de realizar. Os Velvet Underground são o primeiro projecto artístico pós-moderno e Andy Warhol (que ainda recentemente se passeava por Braga na pele de um sósia cagadinho) é o pai, ou o tio, da cultura pop, seja lá isso o que for. Talvez esse ?pop? afinal se sobreponha a Venus in Furs. Ou não. Agora vou ver se o chão da cozinha já secou?


* título sacado de um livro de Vila-Matas, talvez o único do autor que não acabei. Espera aí, foi esse e aquele outro do Kassel não convida não sei a quê, escrito após uma cena qualquer pós-moderna. Isto anda tudo ligado por correntes ínfimas. Não?



Fonte: http://anjoinutil.blogspot.com/2018/03/perder-teorias.html


Isto está visto - 15Mar2018 13:21:00


Gosto de entrevistas. Gosto de ler entrevistas a escritores e a escrevinhadores. Alguns são verdadeiros escritores de entrevistas. Dão bem com os reposteiros, com o branco das paredes, assentam bem com tal ou tal soalho. Um António Lobo Antunes fica sempre bem, e já praticamente só o leio em entrevistas, ou numa ou outra página em que o acaso lírico me visita, fora isso, quase nada. Deu-me ultimamente para ler dois livros com entrevistas: ?O Crocodilo que voa ? entrevistas a Luiz Pacheco?, e ?Roberto Bolaño: Últimas entrevistas?. O primeiro é organizado e introduzido por João Pedro Jorge, o biógrafo de Pacheco. Nas entrevistas, Luiz Pacheco joga naquela posição de artilheiro (assim o denomina o português  futeboleiro de Brasil), disparando em várias (quase sempre as mesmas) direções, devidamente ajudado por um meio campo ávido de sangue. Pacheco daria (na minha modesta imaginação) uma rede social ainda não inventada, cruzamento do faicecom o buque, uma app Pacheco, que a bombar, seria um caso sério para passar o tempo. Assim começou ele a escrever. De Bolaño, não sei porquê, gosto dos olhos tristes, uns olhos que escondem uma ambição desmedida, freak, mas desmedida, ambição essa que, por exemplo, se projecta na megalomania insano jornalística de 2666 (que eu fui lendo em casa, na praia e por aí ? livro comprado por 3? numa feira em Guimarães), livro (ou livros?) editado após a sua morte, resgatado através de um corte e cose discutível, claro, defraudando (será?) a ideia do seu autor de o dividir em cinco postas correspondendo a cinco livros, cinco vezes mais dinheiro, em princípio, para os seus filhos. Muito mais nos conta Marcela Valdes na sua pojante introdução, enquanto (imaginamos nós ? sem grande deleite), se masturba com o calhamaço 2666, edição americana, acho. Na sua última entrevista, concedida a Mónica Maristain (gosto deste nome: Maristain), da Playboy (a sério) edição mexicana, a páginas tantas, a entrevistadora julgando estar perante um miss universo, chuta ?o mundo tem remédio??,sem se rir, tudo isto tem, supostamente, um contexto, e Bolaño calmamente responde: ?o mundo está vivo e nada vivo tem remédio. Essa é a nossa sorte?. A edição da revista data de Julho de 2003.  Bolaño morre a 15 de Julho de 2003.


Imagem de um crocodilo (na verdade trata-se de um jacaré) a voar. Está visto



Fonte: http://anjoinutil.blogspot.com/2018/03/isto-esta-visto.html

O paraíso das roçadoras - 11Mar2018 16:33:00



Não, não se trata de um filme porno, mas parece que ninguém sabe ao certo até onde e quando deve ir a roçadora. Enquanto chove as costas folgam. Esperemos que desta vez não se sacuda a água do capote. Entretanto, ficamos a saber de um resgate muito apropriado para aconchegar as nossas  consciências. A coisa, parece, teve honras de espaço televisivo. Como não poderia deixar de ser. Lá fora, e nos nossos cafés ao balcão, não se fala de outra coisa: a lista dos mais ricos do mundo, segundo a forbes. Parece que o número de bilionários saltou 18% para 2.208 pessoas, contra 2.043 no ano passado. Duas mil, duzentas e oito pessoas. O Pavilhão João Rocha sem casa cheia, ou uma boa casa para o Belenenses num dia de sol. Somadas, as fortunas, dão para um gajo arranjar um problema sério na hora de pagar a renda da casa, ou de dar uma gorjeta. Todos os anos levamos com este festim de empreendedorismo jocoso. Talvez porque, ao contrário dos cifrões, se tivéssemos que contar as pessoas do outro lado da balança, a cifra resultante tivesse que ser devidamente aconchegada por mais uns quantos resgates caninos. 



Fonte: http://anjoinutil.blogspot.com/2018/03/o-paraiso-das-rocadoras.html


Mergulho lento - 10Mar2018 18:02:00



Ontem fui com um amigo ao Hard Clube ver os Slowdive. Não sou verdadeiramente um fã, mas gosto de os ouvir quando calha. Nem sempre calha. Deu para (tentar) sacudir as últimas semanas de trabalho. Deu para beber um copo, para conversar e apanhar uma molha. A zona à volta do Hard está cada vez (como é que se diz agora?) trendy. Restaurantes e cenas gourmet mais ou menos copiadas de todo o lado onde existem cenas gourmet ou trendy. Difícil é encontrar um tasco para beber uma cerveja a preços que os indígenas possam pagar. Mas anda muita gente na rua a treinar o inglês, lá isso anda. Ainda bem. E ainda bem que apesar do alerta laranja o rio não lhe deu para saltar as margens. Seria  um mergulho lento com um final muito trendy.



Fonte: http://anjoinutil.blogspot.com/2018/03/mergulho-lento.html

Anfibiologia - 02Mar2018 11:20:00

Ainda conseguiu voltar à superfície e pôr outra a vez a cabeça fora de água. Então deram-lhe mais uma bordoada com a pá do remo, sólida e certeira, bem no alto da cabeça. Ao mergulhar definitivamente, engolindo água e sentindo-se ir para o fundo, teve um último pensamento lúcido: "que felizes devem ser os anfíbios!"

mário-henrique leiria 


Fonte: http://anjoinutil.blogspot.com/2018/03/anfibiologia.html

Pinhel, perto de si - 26Fev2018 11:39:00

(Pinhel, ameias voltadas a Oeste)

Nascido minhoto, de Barcelos, habituado a gente, muita água e a cantar de galo, dos livros e viagens conhecedor do país, com vivências longas em Coimbra e Braga (entre outras menos significativas mas igualmente marcantes), há já alguns anos que aporto em Pinhel, duas a três vezes por ano, mais, se o tempo e a disposição de quem me recebe, o permite.

Nada disto interessa. Ou interessa(rá) apenas a uns quantos. O turista acidental, o passeante cultural, mesmo o estudioso da história, ou a da pré-história (a propósito, no museu do Côa, alguns quilómetros a este, não nos cruzamos com mais ninguém, não contando com os funcionários em pleno tédio vegetativo), estando por ali de passagem, observa com olhos de trazer por casa, a sua casa, não poupando panegíricos às paisagens, ao sossego, escrevendo (mentalmente, claro) odes aos calhaus dos castelos (é assim que se chama a zona histórica de Pinhel), isto enquanto procura um restaurante (onde se coma bem), fotografando-se  as milhares de vezes que forem necessárias. Caso raro, conhece, ou troca, uma ou duas impressões com os indígenas. Às vezes o adiantado da hora apanha-o longe de mesa e cama lavada, mas sempre perto da hospitalidade de um prato de sopa e pão com chouriço. O bastante para descomprimir, dirá mais tarde.

Ora, o turista, o passeante, o estudioso, se olhasse para além do sossego, das ruas desertas, do caldo de pedra que a natureza serve aos olhares, veria, ou julgaria ver, a história, ou as estórias, de uma região que, não obra do acaso é parte do país chamado Portugal, servindo-lhe, durante muitos anos, de tampão, coisa que se pode comprovar de qualquer ameia que encontre por perto, ou escutando o vento leste, aquele que vem de Espanha. Embora o gasóleo seja lá muito mais barato. E se por qualquer desvario continuassem a olhar, encontrariam, pouca, ou nenhuma, publicidade à miséria, mesmo aquela devidamente embalada em produto cultural, e um ou outro evento, nada original, daqueles que já não chegam em paquetes, mas na camioneta da carreira. E nem sequer há neve que se veja.

A história mais recente do Concelho de Pinhel, distrito da Guarda, é a história de uma sangria. Hemorrágica, nas décadas de sessenta/setenta do século passado, com consequências que perduram e são conhecidas, ou deveriam sê-lo. Europa (sobretudo), África (colónias) e América foram os destinos. Ficaram os campos desertos, a floresta abandonada, e alguns indefectíveis. As razões da partida? Ainda não se conhecia a palavra economia, e a vida continuou.

Continuou, até que os filhos dos que ficaram foram estudar para fora cá dentro. E ficaram do lado de fora cá dentro, nunca se sabe, com esta coisa do local global. A malta encontra-se nas festas, sejam estas familiares, populares, ou todas as outras que chegam na camioneta. Assim como chegam, partem. Ficam os indefectíveis e alguns planos discutidos entre copos. Outros voltam para ficar, mas são tão poucos que não chegam para jogar uma partida de sueca.

Vierem as estradas, outras sofreram melhoramentos. É mais rápido chegar, muito mais fácil será partir. Por decreto, ou coisa parecida, devidamente subsidiada, chegaram algumas unidades industrias. A principal destas, a Rhode, desapareceu em 2006. Ficaram 370 pessoas a acenar na sua partida. O antigo espaço da Rhode (Rhode que merecia uma história à parte), passou a chamar-se pomposamente de Centro logístico de Pinhel. Alberga, dizem-nos, umas pequenas unidades de calçado, e agora também umas empresas de aeronáutica (a sério) francesas. Tudo somado é muito pouco. Os decretos continuam a acenar as suas possibilidades políticas.

Agora que a palavra economia é conhecida e adquire vários sentidos, muitos destes em língua inglesa, percebe-se que o tecido económico do concelho é, na verdade, uma manta de retalhos (apenas visível de vista aérea ? daí, se calhar, as empresas aeronáuticas), cozida pelo município. A câmara é o grande empregador directo e indirecto. Tudo acaba por desaguar ali. Nas festas, o panegírico ao status quo assume contornos de síndrome psicológico. As autoridades passeiam-se com uma legitimidade apenas possível num sucedâneo da democracia. É tudo em ponto pequeno ? até a vergonha ?  o bastante para percebemos o irremediável desta modernidade de pacotilha. Nada disto terá aqui origem demarcada. E a vida continua. 

Nota: parece que agora a nova aposta será a criação de falcões (Pinhel é a Cidade Falcão), certamente para vigiarem a manta de retalhos. Os pombos que se cuidem. A vida continuará, certamente.



Fonte: http://anjoinutil.blogspot.com/2018/02/pinhel-perto-de-si.html

Viagens na minha terra (resumo da última semana) - 18Fev2018 16:24:00

(Pinhel)
(Figueira Castelo Rodrigo)
(Castelo Melhor)
(Museu do Côa - Vila Nova de Foz Côa)
(Museu do Côa)
(Mêda)
 (Ciudad Rodrigo - Espanha)

PS: Viagens na minha terra inclui, assumidamente, uma parcela de Castela e Leão. Vinte quilómetros mais concretamente. Só para chatear. Em breve, um pequeno ensaio sobre Pinhel, o planalto Beirão, a palavra despovoamento que rima com esquecimento. 


Fonte: http://anjoinutil.blogspot.com/2018/02/viagens-na-minha-terra-resumo-da-ultima.html

De nada - 13Fev2018 13:17:00

(clicar na imagem para ver melhor)


Fonte: http://anjoinutil.blogspot.com/2018/02/de-nada.html

A história a cores - 08Fev2018 10:41:00


Nos oitocentos anos, mais que as virtudes isoladas ou as benfeitorias de um ou outro governante, avultam os crimes contra o povo. 


Fonte: http://anjoinutil.blogspot.com/2018/02/a-historia-cores.html

Acumulação de proibições e outros sintomas virais - 06Fev2018 14:56:00


A propósito desta posta, leio em "Com os Holandeses", de Rentes de Carvalho o seguinte:

(clicar na imagem para ler melhor)

De salientar que a primeira edição holandesa data de... 1972. Nesta especialidade começamos muito mais tarde (à época tínhamos outras preocupações e outras... proibições), mas somos bons a queimar etapas, e sem ir ao ginásio. Deixo-vos uma entrevista de Rentes de Carvalho, ao jornal Público, aquando da primeira edição portuguesa em... 2009. O título é sugestivo:





Fonte: http://anjoinutil.blogspot.com/2018/02/acumulacao-de-proibicoes.html

From a whisper to a scream - 06Fev2018 12:32:00

Após um compromisso madrugador de trabalho, fui arejar à biblioteca (a propósito, já cá canta ?A Flor e a Foice?, de Rentes de Carvalho). Chegado a casa, antes de (mais) um compromissocom a vassoura, deu-me para escolher um disquinho para animar. Não sei porquê fui desaguar a uns Cds perdidos dos The Mission. Não ouço os Mission há séculos, penso até que é necessário um verdadeiro espírito de missão para os conseguir escutar. Mas o mais importante é não renunciar a nada, muito menos às origens. Caso apeteça, obviamente. Apeteceu-me.


Quando era puto, recebia com a religiosidade de um relógio que nunca usei, um disco em vinil, ao final da tarde do dia 24 de Dezembro. As prendas já estariam compradas, mas ao final da tarde, já em família, passávamos numa loja de discos (há muito desaparecida), sita à Rua Direita, em Barcelos. Uma dessas vezes, caiu-me no aperitivo o álbum ?Children? (1988) dos The Mission, uma banda cujo vocalista tinha sido guitarrista dos Sisters Of Mercy (que entretanto vestem de amarelo). A primeira faixa do lado A do disco chamava-se ?Beyond the Pale?. Tinha sete minutos e quarenta e nove segundos. Devo-os ter contado nessa e noutras noites. E isso basta. 


Fonte: http://anjoinutil.blogspot.com/2018/02/from-whisper-to-scream.html

Novas leituras - 02Fev2018 15:00:00





Enquanto aguardo a chegada de "Portugal, a Flor e a Foice", de Rentes de Carvalho, faço a coisa "com os Holandeses", salvo seja, ou nem tanto. Quanto ao "Da Esquerda à Direita", perdão, "Da Direita à Esquerda", foge-me sempre, deixem passar, parece-me (à vista desarmada de algumas páginas), um interessante levantamento, para não dizer recolha, de práticas, hábitos e consumos socioculturais da esquerda e da direita,  ferramenta que me teria sido muito útil algumas luas atrás, quando me debruçava de parapeitos grandiosos, na tentativa de afiambrar um grande projecto que se ficou pelas intenções. Nem sempre boas. Agora vou até ali, lavar os dentes, e depois trabalhar um bocado. Que isto não é vida. 



Fonte: http://anjoinutil.blogspot.com/2018/02/novas-leituras.html

Gutembergomania - 31Jan2018 15:16:00


O psicólogo norte-americano Julian Jaynes afirmou que muito depois do desenvolvimento da linguagem, quando a escrita foi inventada, há cerca de cinco mil anos, a decifração dos signos escritos produziu no cérebro humano uma percepção auricular do texto, de modo que as palavras lidas penetravam na nossa consciência como presenças físicas.
?A cidade das palavras?, Alberto Manguel

A decifração dos signos sempre foi, para mim, uma espécie de milagre. Já não me lembro de não saber ler, de não conseguir operar o milagre da transformação dos signos em leitura, comunicação, de não sentir essa percepção auricular do texto. Gosto de ler e leio tudo: obviamente, livros, jornais, revistas, mas também bulas de medicamentos, publicidade, a informação das caixas dos objectos que compramos, as letrinhas pequenas da pasta dentífrica, a rua toda, estabelecimentos, novas lojas abertas, informação avulsa, coisas perdidas nos dentistas, no barbeiro, eu sei lá. Nunca vou à casa de banho ou à consulta da asma sem (ter) levar alguma coisa para ler.

Só recentemente soube (não procurava saber se existia um nome) que sofria de gutembergomania (talvez o menor - sem desprimor- dos meus vícios), não sei se no grau de FernandoVeríssimo, mas certamente percebendo as suas palavras escritas:

(?) o pânico de estar, por exemplo num quarto de hotel com insónia, sem nada para ler não sei que nome tem. É uma das minhas neuroses. O vício que lhe dá origem é a gutembergomania, uma dependência patológica da palavra impressa. Na falta dela, qualquer palavra serve. 


Fonte: http://anjoinutil.blogspot.com/2018/01/gutembergomania.html

Actualização - 31Jan2018 13:25:00


As minhas últimas contribuições no blogue "A Insustentável Leveza de Liedson":

 - No princípio era uma ideia
 - C'um Caneco
 - A procissão já não vai no adro

Fonte: http://anjoinutil.blogspot.com/2018/01/actualizacao.html

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